Sobre o curso
Estudo dos fundamentos conceituais e críticos da arquitetura de emergência como campo de resposta espacial a crises e desastres (naturais, socioambientais, sanitários e humanitários), articulando território, vulnerabilidade, governança e direitos. Compreensão de conceitos-chave: risco, ameaça, exposição, capacidade de resposta e resiliência, e suas implicações para decisões espaciais. Tipologias e escalas de resposta: abrigamento temporário, acolhimento comunitário, infraestruturas emergenciais, reassentamento e recuperação, com ênfase em leitura funcional e ética. Princípios de organização espacial e funcionamento de ambientes de acolhimento: privacidade, dignidade, segurança, acessibilidade e inclusão, considerando diversidade de perfis e necessidades. Noções de logística e operação (fluxos, controle, manutenção, saúde pública e saneamento em nível conceitual), e relações com comunicação, informação e confiança social. Discussão sobre planejamento, prevenção e redução de riscos, além de dilemas contemporâneos: mudanças climáticas, deslocamentos, desigualdades, participação comunitária, responsabilização e “normalização” de soluções precárias. Análise crítica de casos e construção de critérios avaliativos para decisões em contextos de emergência.
Conteúdo programático
1.1 Conceitos fundamentais
1.1.1 Ameaça, risco, exposição e vulnerabilidade
1.1.2 Capacidade de resposta e resiliência (noções)
1.1.3 Emergência, desastre e crise prolongada: distinções
1.2 Vulnerabilidade como construção social
1.2.1 Desigualdade, moradia e infraestrutura como fatores de risco
1.2.2 Territórios precários e invisibilização institucional
1.2.3 Populações mais expostas: recortes e implicações éticas
1.3 Território, cidade e impactos
1.3.1 Mobilidade, acessos e isolamento em crises
1.3.2 Redes urbanas: água, energia, comunicação e falhas sistêmicas
1.3.3 Efeitos em cascata: quando um problema vira muitos
2.1 Temporalidades da resposta
2.1.1 Resposta imediata: abrigo e suporte essenciais
2.1.2 Transição: estabilização e rotina mínima
2.1.3 Recuperação: reterritorialização e reconstrução (noções)
2.2 Tipologias e funções (visão funcional)
2.2.1 Abrigos coletivos: potencialidades e limites
2.2.2 Acolhimento comunitário e redes de apoio
2.2.3 Infraestruturas de suporte: alimentação, serviços e atendimento (conceitual)
2.3 Critérios de adequação e limites
2.3.1 Rapidez x qualidade: trade-offs recorrentes
2.3.2 Permanência indesejada: riscos do “temporário eterno”
2.3.3 Critérios mínimos: dignidade, segurança e viabilidade operacional
3.1 Dignidade e privacidade
3.1.1 Privacidade visual e acústica: noções e efeitos
3.1.2 Proteção e convivência: limites e mediações
3.1.3 Rotinas e autonomia: o que sustenta a dignidade no cotidiano
3.2 Acessibilidade e diversidade
3.2.1 Barreiras físicas e perceptivas em contextos críticos
3.2.2 Perfis de usuários: famílias, idosos, PcD e necessidades específicas
3.2.3 Inclusão como qualidade do acolhimento: não como “extra”
3.3 Segurança percebida e orientação
3.3.1 Orientação espacial: legibilidade, marcos e clareza
3.3.2 Controle de estímulos: ruído, luz e sobrecarga sensorial
3.3.3 Sentimento de pertencimento: ambiente, cuidado e confiança
4.1 Organização funcional (conceitual)
4.1.1 Zonas públicas, semipúblicas e restritas
4.1.2 Áreas de apoio: armazenamento, limpeza e manutenção (noções)
4.1.3 Rotinas e governança de uso: regras, horários e acordos
4.2 Fluxos e conflitos típicos
4.2.1 Fluxos de pessoas: acolhimento, permanência e atendimento
4.2.2 Fluxos de serviços e suprimentos: abastecimento e descarte (noções)
4.2.3 Pontos críticos: filas, aglomeração, atritos e fragilidades
4.3 Saúde pública e condições ambientais (conceitual)
4.3.1 Higiene, saneamento e prevenção: princípios gerais
4.3.2 Ventilação, densidade e conforto térmico: efeitos na permanência
4.3.3 Comunicação de risco: informação clara como proteção
5.1 Prevenção e redução de riscos
5.1.1 Leitura de risco como base de decisão territorial
5.1.2 Infraestrutura e serviços como prevenção concreta
5.1.3 Planos e preparação comunitária: limites e potencial
5.2 Recuperação e reconstrução como processo social
5.2.1 Reassentamento, vínculos e redes de suporte
5.2.2 Coordenação institucional e participação social
5.2.3 Memória do desastre e aprendizagem coletiva
5.3 Dilemas éticos contemporâneos
5.3.1 Temporário permanente e normalização da precariedade
5.3.2 Justiça espacial: quem sai, quem fica, quem decide
5.3.3 Clima, deslocamentos e responsabilidades: debates atuais
Datas e horários
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Arquitetura de Emergência Inscrições abertas - Modalidade Extensão
- Investimento R$979,00
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