Sobre o curso
Estudo dos fundamentos conceituais e críticos do Design Universal (Universal Design) como abordagem para criar produtos, serviços, ambientes e comunicações utilizáveis pelo maior número possível de pessoas, sem necessidade de adaptação posterior, considerando diversidade humana, contextos e limitações temporárias ou permanentes. Conceitos essenciais: diversidade, variabilidade, equidade, barreiras e capacitismo (noções). Princípios clássicos do Design Universal e sua aplicação como critérios de decisão: uso equitativo, flexibilidade, simplicidade, informação perceptível, tolerância ao erro, baixo esforço físico e dimensão/alcance apropriados. Relações com acessibilidade, design inclusivo e usabilidade, distinguindo escopos e limites. Barreiras em diferentes dimensões: sensoriais, motoras, cognitivas, comunicacionais e contextuais (conexão, ruído, estresse, tempo, letramento). Design de informação e comunicação acessível: clareza, redundância de sinais, linguagem e estrutura. Acessibilidade em ambientes digitais (noções): contraste, legibilidade, navegação, consistência, feedback e alternativas equivalentes. Ética e responsabilidade: dignidade, autonomia, privacidade, transparência e impacto social. Avaliação crítica de soluções sob critérios de inclusão e justiça, evitando reducionismos e “acessibilidade performática”.
Conteúdo programático
1.1 Variabilidade humana e condições de uso
1.1.1 Limitações permanentes: diversidade funcional e necessidades
1.1.2 Limitações temporárias: lesões, fadiga, envelhecimento situacional
1.1.3 Limitações contextuais: ruído, pressa, distração, baixa conexão
1.2 Conceitos e diferenças importantes
1.2.1 Acessibilidade: remover barreiras específicas
1.2.2 Usabilidade: eficiência, eficácia e satisfação (noções)
1.2.3 Design Universal/Inclusivo: ampliar uso para o maior número possível
1.3 Orientação de método (como oliar para barreiras)
1.3.1 Identificar quem pode ser excluído e por quê
1.3.2 Identificar onde o esforço aumenta (físico, cognitivo, emocional)
1.3.3 Identificar riscos: segurança, privacidade, dignidade e autonomia
2.1 Uso equitativo e flexibilidade
2.1.1 Uso equitativo: acesso sem estigma e sem “modo especial” segregador
2.1.2 Flexibilidade: diferentes preferências e capacidades
2.1.3 Escolha e controle: autonomia do usuário
2.2 Simplicidade e informação perceptível
2.2.1 Simplicidade intuitiva: reduzir complexidade desnecessária
2.2.2 Informação perceptível: múltiplos canais de comunicação
2.2.3 Redundância de sinais: texto + forma + cor + som (quando aplicável)
2.3 Tolerância ao erro e baixo esforço
2.3.1 Tolerância ao erro: prevenir e mitigar consequências
2.3.2 Recuperação: reversibilidade e orientação clara (noções)
2.3.3 Baixo esforço: reduzir fadiga e sobrecarga
3.1 Clareza e hierarquia
3.1.1 Hierarquia: o essencial primeiro
3.1.2 Escaneabilidade: leitura rápida com sentido
3.1.3 Consistência: padrões que reduzem carga cognitiva
3.2 Linguagem e compreensão
3.2.1 Linguagem direta: evitar jargões e ambiguidade
3.2.2 Orientações: instruções claras e oportunas
3.2.3 Tom respeitoso: comunicação sem culpa e sem infantilização
3.3 Falhas comuns e seus impactos
3.3.1 Excesso de informação: confusão e evasão
3.3.2 Informação ausente: insegurança e erro
3.3.3 Contradição/inconsistência: perda de confiança
4.1 Contexto real de uso
4.1.1 Mobile e tela pequena: legibilidade e prioridade
4.1.2 Baixa conexão e atrasos: previsibilidade e feedback
4.1.3 Estresse e pressa: simplicidade e tolerância ao erro
4.2 Critérios digitais de acessibilidade (conceitual)
4.2.1 Contraste e legibilidade: leitura em condições reais
4.2.2 Navegação e foco: previsibilidade e consistência
4.2.3 Alternativas equivalentes: texto alternativo e redundância (noções)
4.3 Erros, recuperação e segurança
4.3.1 Prevenção: reduzir caminhos ambíguos
4.3.2 Recuperação: mensagens claras e orientação de próximo passo
4.3.3 Segurança percebida: transparência e controle do usuário
5.1 Inclusão como compromisso
5.1.1 Autonomia: o usuário controla a experiência
5.1.2 Dignidade: evitar estigma e segregação
5.1.3 Participação: ampliar acesso a oportunidades e direitos
5.2 Riscos e vieses (noções)
5.2.1 Capacitismo e exclusão: quando o padrão assume um “corpo ideal”
5.2.2 Paternalismo: “facilitar” sem respeitar escolha
5.2.3 Privacidade: dados sensíveis e exposição indevida
5.3 Critérios de avaliação (como julgar qualidade universal)
5.3.1 Equidade: funciona para muitos sem punir alguns?
5.3.2 Segurança e erro: reduz risco e permite recuperação?
5.3.3 Transparência e respeito: comunica com clareza e dignidade?
Datas e horários
-
Design Universal Inscrições abertas - Modalidade Extensão
- Investimento R$979,00
-



